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Cemitério Vertical

Destina-se a cemitérios do tipo vertical públicos ou privados, o mesmo foi elaborado após vários anos de pesquisa, um sistema inovador e arrojado que irá minimizar de forma sensível os problemas originados pelas necrópoles atuais.

Trata-se de um processo construtivo que permite a rápida instalação de gavetas e ossuários de modo a garantir conforto, segurança e principalmente respeito aos amigos e familiares enlutados. Por se tratar de um sistema de vanguarda, os equipamentos aqui descritos levam em consideração a utilização de práticas ecologicamente corretas, tanto na fase construtiva quanto nos sistemas escolhidos para execução dos serviços de sepultamento e exumações, estes descritos de maneira detalhada nos tópicos a seguir.

 

 

O SISTEMA ECO NO-LEAK PARA SEPULTAMENTO EM CEMITÉRIOS VERTICAIS

Trata-se de um sistema integrado de sepultamento biosseguro com controle inteligente de estanqueidade e tratamento de gases por dissociação molecular. O mesmo, aqui descrito, foi concebido e desenvolvido de forma a atender plenamente à resolução CONAMA 335/2003. Esta trata das diretrizes para o processo de licenciamento ambiental de cemitérios e que em seu artigo sexto, específico para cemitérios verticais, enumera as exigências que devem ser atendidas de acordo com o abaixo transcrito:

Resolução CONAMA 335/2003

  • Os lóculos devem ser constituídos de:
    • Materiais que impeçam a passagem de gases para os locais de circulação dos visitantes e trabalhadores;
    • Acessórios ou características construtivas que impeçam o vazamento dos líquidos oriundos da coliquação;
    • Dispositivo que permita a troca gasosa, em todos os lóculos, proporcionando as condições adequadas para a decomposição dos corpos, exceto nos casos específicos previstos na legislação;
    • Tratamento ambientalmente adequado para os eventuais efluentes gasosos.

 

Os lóculos devem ser constituídos de materiais que impeçam a passagem de gases para os locais de circulação dos visitantes e trabalhadores.

No SISTEMA ECO NO-LEAK os corpos são sepultados em lóculos (ou gavetas) produzidos em fibra de vidro através de avançados moldes que permitem a fabricação destas “caixas” em peças únicas, sem presença de emendas e com a mesma tecnologia de laminação utilizada em embarcações e veículos. O acabamento é vitrificado em gel coat com completa ausência de poros. A lacração do lóculo (quando do sepultamento) é feita com a utilização de placa de fibra de vidro, com as mesmas características de estanqueidade da gaveta, se valendo de camada dupla de polímero resistente e elástico apropriado para este fim.

Por se tratar de um sistema com controle inteligente de estanqueidade, o SISTEMA ECO NO-LEAK possui um software denominado de SIGA (Sistema Inteligente de Gerenciamento e Automação) que controla e gerencia automaticamente, entre outras funções, a vedação dos lóculos através de um teste de estanqueidade realizado sempre após cada sepultamento. Para tal a entrada de ar é fechada e a turbina de sucção é ligada promovendo a criação de um vácuo imediato o qual é aferido e comparado com os valores de normalidade. Este procedimento detecta com precisão qualquer furo ou falha na lacração do módulo, garantindo desta maneira a correção de qualquer vazamento ocorrido na operação.

Caso alguma falha na integridade do lóculo seja detectada, quer por falha humana, quer por falha em algum dos elementos que compõem o equipamento, o sistema entra em “módulo de alerta”. Neste módulo o sistema executa automaticamente um protocolo de segurança que implica em manter um vácuo constante. Após esta ação o SIGA enviará um alerta via SMS para os celulares dos gerentes e responsáveis, comunicando e identificando o local do possível vazamento.

Os lóculos são depositados em estruturas modulares de aço carbono, dispostos como armários de fácil montagem através de encaixes, tratadas com pintura em epóxi de 6 micras (a mesma utilizada em navios), garantindo assim longevidade à estrutura pela alta resistência à corrosão.
Os “armários” têm seu acabamento final, ou fechamento, com a utilização de placas de resina poliéster (granito sintético). Da mesma forma que os lóculos de fibra, o granito sintético é fabricado com resinas nas quais há cerca de 30% em peso de garrafas PETs recicladas na composição.

 

 

Os lóculos devem ser constituídos de acessórios ou características construtivas que impeçam o vazamento dos líquidos oriundos da coliquação.

A resolução CONAMA 335/2003 define como produto da coliquação o líquido biodegradável oriundo do processo de decomposição dos corpos ou partes. Trata-se do necrochorume, denominado popularmente assim por analogia com o chorume proveniente da decomposição bioquíma dos resíduos orgânicos dispostos nos aterros sanitários.

Também pode ser denominado de líquido humoroso. As características de fabricação dos lóculos e o teste automático de estanqueidade, que garantem a integridade do sistema quanto aos efluentes gasosos, proporcionam a impossibilidade de vazamento de necrochorume.

A tais características se alia o fato de os lóculos serem dispostos nas estruturas metálicas já citadas de forma a apresentarem inclinação no sentido do fundo das gavetas, com o necrochorume ali permanecendo isolado do meio ambiente até sua total evaporação por meio do processo de ventilação controlada.

O líquido humoroso passa por um processo de secagem, com sua parte líquida sendo arrastada para a atmosfera em forma de vapor d’água por intermédio do processo de troca gasosa. Tal processo ocorre de maneira sistêmica com a utilização do software SIGA, o mesmo mantem de forma autônoma controladas todas as variáveis de temperatura, umidade e pressão. Ao final, restará no lóculo cerca de 50 gramas da parte sólida do necrochorume para um corpo padrão de 70 Kg.

 

Os lóculos devem ser constituídos de dispositivo que permita a troca gasosa, em todos os lóculos, proporcionando as condições adequadas para a decomposição dos corpos, exceto nos casos específicos previstos na legislação.

Cada lóculo é dotado de dois orifícios que são interligados ao sistema de tubos e barrilete através dos quais se processa a troca do conteúdo gasoso em cada lóculo utilizado. O software SIGA fornece (ao mesmo tempo em que retira) quantidade de ar ideal, de acordo com o número de lóculos utilizados e do tempo decorrido dos sepultamentos, de forma a promover um controle sistêmico dos índices de umidade, pressão e temperatura no interior dos lóculos. Assim, se promove a decomposição natural dos corpos, através da manutenção de bactérias aeróbias pela oxigenação produzida no processo de troca gasosa.
O sistema de troca gasosa propicia condições para a decomposição aeróbia, com produção de subprodutos menos nocivos à saúde humana e menos mal-cheirosos.

Há também menor produção de necrochorume pelo menor impacto do processo de decomposição anaeróbia. O controle sistêmico do processo de troca gasosa também evita os chamados fenômenos de transformação cadavérica conservadores. A mumificação, que pode ocorrer em ambientes secos, quentes e ventilados; ou saponificação, quando há ventilação deficitária e umidade e calor elevados.

OS LÓCULOS DEVEM SER CONSTITUÍDOS DE TRATAMENTO AMBIENTALMENTE ADEQUADO PARA OS EVENTUAIS EFLUENTES GASOSOS

Os gases formados durante o processo de decomposição cadavérica são principalmente gás sulfídrico, mercaptanos, dióxido de carbono, metano, amônia e fosfina. Os dois primeiros são os responsáveis pelos maus odores e por serem constituídos de enxofre, são os mais preocupantes em relação ao seu tratamento antes do lançamento na atmosfera. Isto se deve ao fato de altas concentrações destes gases serem nocivos à saúde humana podendo até levar ao óbito como também por serem responsáveis pelo fenômeno climático denominado de chuva ácida.

O SISTEMA ECO NO-LEAK é composto por uma tecnologia para redução drástica do gás sulfídrico ou sulfeto de hidrogênio (H2S) presente na gama de gases resultantes da decomposição humana, esta redução se dá graças ao exclusivo sistema de tratamento de gasoso. O mesmo não apenas filtra, mas sim trata todos os efluentes gasosos utilizando para este fim 03 (três) processos distintos destinados a:

• Absorção através da lavagem dos gases;
• Quebra molecular ou oxidação do H2S com óxido de ferro (Fe2O3) granular.
• Adsorção através de carvão ativado.

Todo o processo é controlado pelo SIGA, um software avançado de integração lógica com o meio físico que permite o controle total das rotinas de operação do SISTEMA ECO NO-LEAK. O mesmo executa tarefas gerenciais a partir de dados informados pelos seus inúmeros sensores. Desta forma o sistema é capaz de tomar decisões e atitudes gerenciais bem como corrigir e/ou evitar anomalias. O sistema autônomo de tratamento de gases foi desenvolvido de maneira específica para cemitérios. O grande diferencial deste processo em relação aos convencionais que utilizam apenas carvão ativado é sua real eficiência, uma vez que o carvão ativado apenas age como um sequestrante químico, não promovendo transformação e sim acúmulo de poluentes, tendo as seguintes desvantagens quando utilizado isoladamente:

• Os poluentes são transferidos para uma nova fase ao invés de serem destruídos;
• Custos operacionais muito elevados (substituição/regeneração do carvão ativado).

O software SIGA avalia a concentração de gás sulfídrico antes e depois dos três estágios de tratamento, indicando a eficiência do processo e informando quando esta for inferior a 95%, ponto no qual se faz necessária a manutenção dos 2 primeiros estágios. O resíduo de enxofre e óxido de ferro resultante desta manutenção poderá ser utilizado como fertilizante, sendo devolvido à natureza sem contaminação.